Poema
Vou produzir um
poema auto-evidente,
sigilo em toda fome,
notório.
Um poema síndrome,
padrão de toda dor,
perdido.
Um poema ansioso,
difícil de sentir,
angustiado.
Vou produzir um poema
que há de ser meu aparato e cópia
minha imagem refletida, fugaz.
Um poema que as editoras hão
de recusar com entusiasmo.
Depois vou me embrulhar nesse poema,
esquecer a vida, dispensar os sentidos,
desfazer-me em palavras.
23.02.2002.
Gerson,
ResponderExcluirobrigado por acompanhar o VARAL.
Foi um prazer conhecer seu blog!
Forte braço,
Eduardo:
ResponderExcluirgrande idéia essa do VARAL.
Abração