Num semicírculo, profetas
fosforescentes se revelam na luz
que colhe o Anhumas em tons azuis.
Vigio do alto essa ocorrência
interessado em silencioso discurso
dependurado a 70 metros do
espelho de um secreto lago.
Constam mastodontes, preguiças gigantes
em suas profundezas escuras,
e dois mergulhadores intrometidos
perturbando o respeitável sono de coisas
há milênios recolhidas a mistérios.
Fósseis de formas ancestrais de vida,
extintas sob a supervisão das eras,
imersos numa membrana líquida
ao abrigo do manejo humano.
O trabalho profuso do calcário escultor
ganha uma nave ao interior da terra,
lavrando a rara catedral
nos recessos do cerrado.
O discurso anil de profetas telúricos
arrojado em grego ao abismo
faz prova dessa luz fria
em profunda menção:
a terra são silêncios.
Vigio do alto essa coerência.
Março de 2002.
Mostrando postagens com marcador Abismo Anhumas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abismo Anhumas. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Abismo Anhumas
Num semicírculo, profetas
fosforescentes se revelam na luz
que colhe o Anhumas em tons azuis.
Vigio do alto essa ocorrência
interessado em silencioso discurso
dependurado a 70 metros do
espelho de um secreto lago.
Constam mastodontes, preguiças gigantes
em suas profundezas escuras,
e dois mergulhadores intrometidos
perturbando o respeitável sono de coisas
há milênios recolhidas a mistérios.
Fósseis de formas ancestrais de vida,
extintas sob a supervisão das eras,
imersos numa membrana líquida
ao abrigo do manejo humano.
O trabalho profuso do calcário escultor
ganha uma nave ao interior da terra,
lavrando a rara catedral
nos recessos do cerrado.
O discurso anil de profetas telúricos
arrojado em grego ao abismo
faz prova dessa luz fria
em profunda menção:
a terra são silêncios.
Vigio do alto essa coerência.
Março de 2002.sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
Bonito
Última viagem a trabalho: Bonito.
Acabo de vir do Abismo Anhumas. Espeleotemas submersos, luz do sol na água e arqueitetura de catedral, trabalhada até a vertigem.
Na flutuação, o azul incansável flertando com profundidades proibidas. A volta não dispensa 76 metros de árdua subida no rapel.
Na Boca da Onça, 866 degraus e uma cachoeira de 160 metros. Beleza leve. Caminhada na sombra e mergulho numas 12 cachoeiras. Depois, almoço junto ao fogão de lenha. A madeira em brasa perfuma suavemente a comida, e abre o sertão para o paladar.
Cumpro minha peregrinação anual a Bonito. Estou feliz, quanto alguém pode estar. Após os degraus, e o rapel, absolvo-me de exercícios físicos por uma semana.
Assinar:
Postagens (Atom)