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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Buenos Aires

Acabo de chegar. Um táxi, às cinco da manhã, me conduziu a Ezeiza.

Fiquei em Palermo, dessa vez. Las Cañitas é a melhor Buenos Aires, hoje. Gastronomia, diversão e um pouco do subúrbio bucólico cantado por Borges.

Perguntei ao taxista sobre Cristina. "A filha de uma puta? E Dilma?"

"Uma vagabunda", respondi (que as vagabundas possam me perdoar).

"Fico com a vagabunda" ele me propôs, "desde que vocês aceitem a filha da puta".


E a palestra resvalou para Lula. "Um bêbado colossal", concordamos. Só amenidades.

Quando cheguei em casa, vi a tragédia que se abatera sobre a cidade, enquanto eu decolava. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

El Calafate

Após rápida e divertida passagem por Buenos Aires, cheguei a El Calafate, três horas ao sul. O MD-80 lutou até o fim contra ferozes rajadas na aterrissagem, e finalmente foi admitido ao solo, trovejando.

El Calafate cresceu bastante, e está cara. Voltei à Vaca Atada, que continua bem frequentado, com boa comida. Talvez eu devesse experimentar a centolla, mas estou guardando essa iguaria para Ushuaia.

Amanhã saio para ver o que há. Os glaciares são bonitos, e pode-se caminhar sobre eles, à pé ou com veículo especial. O lago Argentino, agitado, é uma experiência, com icebergs azuis em toda parte ridicularizando a perícia dos capitães.

Em Buenos Aires fui à grande livraria Ateneo, e ao show de tango no Cafe Tortoni. Borges costumava frequentá-lo, e uma estátua o atesta. O espetáculo é bacana, não excepcional. O Tortoni provê uma divertida noite de tango, não está mal.

Faz muito frio em Calafate, um espanto, considerando o calor de Buenos Aires. Ótimo para um vinho no fim de noite.