Mostrando postagens com marcador Islândia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Islândia. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Islanðia
Um dia em Reiquiavique. Tem pescaria de bacalhau, baile mink, puffins, Harpa iridescente e banho nas entranhas enfurecidas do vulcão.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Blue Lagoon
O cartão postal da Islândia é a Lagoa Azul, um afloramento de águas que sabem a vulcão.
Conduzi-me por um caminho de lava e adentrei a piscina, artificialmente azul. Se o leitor procura um bainho morno, bem, este não é o lugar. A certa altura começam certos fervores, uma ligeira onda de cozimento, que você não sabe se acaba. "Onde vim parar? Será que consigo escapar ao ponto? Onde foi parar todo mundo?"
Depois, deixei-me a uma cachoeira (de águas quentes, é claro), sentindo as iras do vulcão. Fora da água, faz frio. Dentro, é uma quentura primordial, que relaxa e faz bem.
Entrei numa caverna, com vapores saindo da rocha negra. Impressão de adentrar a intimidade do magma, inadvertidamente. Os pés, deixei no tablado, sob o qual um aqueronte saltitava. Vez em quando umas ondinhas subiam, e os iam amaciando. Achei melhor recolhê-los, como os demais.
Perplexidade mesmo traz o bafo de vulcão na costinha do crioulo.
Fiquei uns minutinhos e voltei para a cachoeira, de poderes termais, que massageia e aquece.
Finalizei com outras saunas, igualmente fervorosas, e voltei para a lava.
Gente sorrindo por todo lado: é assim a Blue Lagoon, não longe do aeroporto de Reiquiavique. Fora são rigores.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Islanðia
Gente, a Islândia é o que há.
Hoje, snorkelling na fenda de águas azuis que demarca o encontro das placas americana e euro-asiática. Água a 0°C, e nenhum frio. Coisas do mergulho seco.
Hotel boutique, vinho francês, chocolates Godiva (tudo do free shop - isso de free shop, tem de levar a sério, se quiser sobreviver com alguma dignidade na Escandinávia), enfim, quem tem medo de viajar?
Amanhã saio cedo para ver as baleias. Sabem, depois de ter comido (inadvertidamente) algumas delas (em bifes ou defumadas), está na hora de vê-las livres, belas e gentis.
Abração a todos.
sábado, 11 de outubro de 2008
Um vento cruel
Islândia, gélida ilha colonizada por noruegueses a partir do século 19, vergou sob o peso de um sistema bancário superdimensionado e excessivamente criativo, muito dado a exóticas transações com os russos. Foi a leilão no eBay nessa surpreendente sexta-feira.
O anúncio dizia que o comprador encontrará "um ambiente habitável, cavalos islandeses e uma situação relativamente desordenada". Dizia ainda que "Groenlândia e Björk não estão incluídas".
Na maior parte do século passado, a Islândia era pouco mais do que um ponto de descanso para as frotas pesqueiras do Atlântico Norte que cruzavam as águas entre Groenlândia e a ilhas Faroë. Reykjavík, onde mora grande parte da população de 320.000 habitantes, ainda parece um porto provinciano. Motoristas de táxi acenam para o presidente, e há uma sensação que a maior parte das pessoas tem alguma relação política, comercial ou de parentesco. Entretanto, apesar de seu ar sonolento, a capital islandesa foi transformada na última década. Uma forte expansão para mercados externos trouxe para o país uma influência desproporcional ao seu tamanho e tornou sua população uma das mais ricas per capta do mundo. Agora, depois de uma semana na qual os três principais bancos da Islândia desmoronaram e foram estatizados - colocando mais de $ 20 bilhões de euros (em torno de R$ 60 bilhões) em risco para a Europa - a fama está virando notoriedade. Como advertiu o primeiro-ministro Geir Haarde nesta semana: "Há um perigo real que a economia da Islândia seja tragada junto com os bancos, e a nação vá à falência."
Nas palavras de um investidor britânico: "É melhor os islandeses pegarem suas varas de pescar. Vão precisar de muito bacalhau para compensar o que perdemos."
Matéria no Financial Times de hoje assinada por Kate Burgess, Tom Braith Waite e Sarah O'Connor.
Assinar:
Postagens (Atom)