Nosso Guia, que não parece se importar quando o patrimônio da Petrobrás é expropriado, ficou muito irritado com uma reportagem:
- Vamos ser francos com uma coisa: a "Veja" tem alguns jornalistas que já há algum tempo estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso como um crime praticado por um jornalista ou por uma revista.
Alfred Nobel não instituiu prêmio para jornalismo mas, vá lá, Nosso Guia até que se saiu bem. Ele continua:
(...)
- Vocês conhecem alguns jornalistas que eu estou citando, vocês sabem o que ele tem feito nesses últimos meses. Eu não acredito que dentro da revista "Veja" tenha uma única pessoa que tenha 10% da dignidade e da honestidade que eu tenho.
(...)
A "Veja" já vem assim há algum tempo. Não é de hoje não. Mas eu acho que ela chegou ao limite, chegou ao limite, chegou limite!
- Eu não sei se o jornalista que escreve uma matéria daquela tem a dignidade de dizer que é jornalista. Ele poderia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso. Eu não posso e é até constrangedor um presidente da República saber que tem uma mentira dessa grosseria numa revista que deveria respeitar seus leitores. Os leitores pagam a revista, são induzidos a assinar. E não merecem a quantidade de mentiras que ela tem publicado."
Veja assestou alguns petardos no petismo, e abriga o enfant terrible do jornalismo, Diogo Mainardi. Uma entrevista de Dantas com Mainardi? Mal posso esperar pra ler. Dioguinho se notabilizou por diabruras realmente notáveis no jornalismo político. Sobre Dantas, pode-se dizer que está sempre metido em aventuras inefáveis, freqüentemente envolvendo o rico patrimônio público.
Enquanto isso, no blog do Josias:
Chávez empolgou a platéia ao desancar os EUA. Anunciar que Bolívia, Venezuela e Cuba estão dispostos a continuar desempenhando o papel de “meninos do mal do império”. Referiu-se a Havana, La Paz e Caracas como o verdadeiro “eixo do mal”.
(...)
Durante a cerimônia, os oradores mascaram folhas de coca, para deleite de Morales. “Coca não é cocaína”, disse Chávez, anunciando que Venezuela e Cuba começaram a importar folhas da Bolívia. Com coca, disse, pode-se fazer pão, chá, dentifrício ou medicamentos. “Que saborosa está a coca, Evo”, disse, enquanto mascava. “Mande-me mais”.
Em seu discurso, Morales disse que vai mudar a Bolívia, “mas sob a democracia”. Repetiu palavras que diz ter ouvido do companheiro-ditador Fidel Castro: “Não façam o que eu fiz. Façam o que foi feito por Hugo Chávez, derrotar o imperialismo na democracia.”
Evo é mesmo generoso, quando se trata de coca. A verdade é que também o Brasil não tem do que se queixar.
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domingo, 14 de maio de 2006
Politiquinha
Nosso Guia, que não parece se importar quando o patrimônio da Petrobrás é expropriado, ficou muito irritado com uma reportagem:
- Vamos ser francos com uma coisa: a "Veja" tem alguns jornalistas que já há algum tempo estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso como um crime praticado por um jornalista ou por uma revista.
Alfred Nobel não instituiu prêmio para jornalismo mas, vá lá, Nosso Guia até que se saiu bem. Ele continua:
(...)
- Vocês conhecem alguns jornalistas que eu estou citando, vocês sabem o que ele tem feito nesses últimos meses. Eu não acredito que dentro da revista "Veja" tenha uma única pessoa que tenha 10% da dignidade e da honestidade que eu tenho.
(...)
A "Veja" já vem assim há algum tempo. Não é de hoje não. Mas eu acho que ela chegou ao limite, chegou ao limite, chegou limite!
- Eu não sei se o jornalista que escreve uma matéria daquela tem a dignidade de dizer que é jornalista. Ele poderia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso. Eu não posso e é até constrangedor um presidente da República saber que tem uma mentira dessa grosseria numa revista que deveria respeitar seus leitores. Os leitores pagam a revista, são induzidos a assinar. E não merecem a quantidade de mentiras que ela tem publicado."
Veja assestou alguns petardos no petismo, e abriga o enfant terrible do jornalismo, Diogo Mainardi. Uma entrevista de Dantas com Mainardi? Mal posso esperar pra ler. Dioguinho se notabilizou por diabruras realmente notáveis no jornalismo político. Sobre Dantas, pode-se dizer que está sempre metido em aventuras inefáveis, freqüentemente envolvendo o rico patrimônio público.
Enquanto isso, no blog do Josias:
Chávez empolgou a platéia ao desancar os EUA. Anunciar que Bolívia, Venezuela e Cuba estão dispostos a continuar desempenhando o papel de “meninos do mal do império”. Referiu-se a Havana, La Paz e Caracas como o verdadeiro “eixo do mal”.
(...)
Durante a cerimônia, os oradores mascaram folhas de coca, para deleite de Morales. “Coca não é cocaína”, disse Chávez, anunciando que Venezuela e Cuba começaram a importar folhas da Bolívia. Com coca, disse, pode-se fazer pão, chá, dentifrício ou medicamentos. “Que saborosa está a coca, Evo”, disse, enquanto mascava. “Mande-me mais”.
Em seu discurso, Morales disse que vai mudar a Bolívia, “mas sob a democracia”. Repetiu palavras que diz ter ouvido do companheiro-ditador Fidel Castro: “Não façam o que eu fiz. Façam o que foi feito por Hugo Chávez, derrotar o imperialismo na democracia.”
Evo é mesmo generoso, quando se trata de coca. A verdade é que também o Brasil não tem do que se queixar. sábado, 13 de maio de 2006
Morales e Lula
Uma imagem vale por mil palavras? Pode valer mais; usualmente vale menos.
Abro uma exceção para a charge acima. É do Glauco, claro que é.
Nosso Guia ruma pro espaço, a bordo do foguetinho do amigo Morales. O Sr. Morales precisa fazer a maioria dos representantes que escreverão a nova Constituição boliviana. Daí os delírios, as bravatas e outras sandices que só alguém com um nome que vale por uma caricatura poderia parir.
Toda essa politiquinha, concebida pelo sargento Garcia, renderá uma Carta Constitucional recheada de assombros. Eficaz, se o objetivo é garantir a miséria dos bolivianos pelos próximos 30 ou 40 anos. Pobre Bolívia. Eles não mereciam Evo.
Pobre Brasil...
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