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domingo, 5 de novembro de 2006

Notinhas

1. Diogo resolveu perseguir Moyses, o delegado de Piracicaba. Bem feito. Eles se merecem. Nessa história, só estranho as diáfanas declarações da procuradora da República que presenciou o vandalismo aos direitos constitucionais dos jornalistas.
Como um todo, a PF costuma ser eficaz, mas tem esses senões. Um doleiro entrou vivo e saiu morto de suas dependências, em São Paulo; no Rio, toneladas de cocaína e montes de dólares evaporaram de dentro da PF e, como era de se prever, nada aconteceu.
A procuradora diz que não houve nada de anormal. Acho que os profissionais da PF vão sofrer com a mídia. Moyses, a instituição, e seu chefe, podem vir a se arrepender de ter atraído sua ira.
Collor foi mais esperto (ou menos burro): escolheu apenas a Folha. Comeu o pão que o diabo desprezou. Não sei como alguém pode ser asno a ponto de achar que pode intimidar os titãs Folha, Estadão e Veja.
Evo, meu favorito: "Na Bolívia, há libertinagem de imprensa."
2. Hei, Lula, me dá uma refinaria aí?! Eu acho que mereço uma refinaria. Pode ser a Duque de Caxias, ou a de Paulínea. Você sabe que eu não seria ingrato, como aquele seu amigo Evo. E venderia gasolina bem baratinho, como seu amigo Chavez.
3. Sadam condenado à forca. Fascinante um tal Sadam: genocida, multibilionário, com uma pistola enferrujada e sem balas esperou em casa a chegada das legiões romanas.
Não confio num Sadam que enterra seus aviões, paralisa seus exércitos, espera o inimigo, mas não move um dedo para resistir-lhe, e aparece enterrado num buraco. Não se parece com o nosso Sadam, o carniceiro que exterminou milhões de iranianos e de iraquianos.
Mesmo Grace, a insondável personagem que Lars von Trier está construindo em sua devastadora trilogia, ora intérmina, não é páreo para "Sadam", genial personagem dessa impagável trinca de dramaturgos: Rover, Rummy e Cheney.
Sincronizaram a sentença para acontecer a algumas horas das eleições americans. Em teatro, tempo é tudo.
P.S.: Deu tudo errado. O povo não é tão burro assim...

domingo, 14 de maio de 2006

Politiquinha

Nosso Guia, que não parece se importar quando o patrimônio da Petrobrás é expropriado, ficou muito irritado com uma reportagem: - Vamos ser francos com uma coisa: a "Veja" tem alguns jornalistas que já há algum tempo estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso como um crime praticado por um jornalista ou por uma revista. Alfred Nobel não instituiu prêmio para jornalismo mas, vá lá, Nosso Guia até que se saiu bem. Ele continua: (...) - Vocês conhecem alguns jornalistas que eu estou citando, vocês sabem o que ele tem feito nesses últimos meses. Eu não acredito que dentro da revista "Veja" tenha uma única pessoa que tenha 10% da dignidade e da honestidade que eu tenho. (...) A "Veja" já vem assim há algum tempo. Não é de hoje não. Mas eu acho que ela chegou ao limite, chegou ao limite, chegou limite! - Eu não sei se o jornalista que escreve uma matéria daquela tem a dignidade de dizer que é jornalista. Ele poderia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso. Eu não posso e é até constrangedor um presidente da República saber que tem uma mentira dessa grosseria numa revista que deveria respeitar seus leitores. Os leitores pagam a revista, são induzidos a assinar. E não merecem a quantidade de mentiras que ela tem publicado." Veja assestou alguns petardos no petismo, e abriga o enfant terrible do jornalismo, Diogo Mainardi. Uma entrevista de Dantas com Mainardi? Mal posso esperar pra ler. Dioguinho se notabilizou por diabruras realmente notáveis no jornalismo político. Sobre Dantas, pode-se dizer que está sempre metido em aventuras inefáveis, freqüentemente envolvendo o rico patrimônio público. Enquanto isso, no blog do Josias: Chávez empolgou a platéia ao desancar os EUA. Anunciar que Bolívia, Venezuela e Cuba estão dispostos a continuar desempenhando o papel de “meninos do mal do império”. Referiu-se a Havana, La Paz e Caracas como o verdadeiro “eixo do mal”. (...) Durante a cerimônia, os oradores mascaram folhas de coca, para deleite de Morales. “Coca não é cocaína”, disse Chávez, anunciando que Venezuela e Cuba começaram a importar folhas da Bolívia. Com coca, disse, pode-se fazer pão, chá, dentifrício ou medicamentos. “Que saborosa está a coca, Evo”, disse, enquanto mascava. “Mande-me mais”. Em seu discurso, Morales disse que vai mudar a Bolívia, “mas sob a democracia”. Repetiu palavras que diz ter ouvido do companheiro-ditador Fidel Castro: “Não façam o que eu fiz. Façam o que foi feito por Hugo Chávez, derrotar o imperialismo na democracia.” Evo é mesmo generoso, quando se trata de coca. A verdade é que também o Brasil não tem do que se queixar.