Mostrando postagens com marcador alemaes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alemaes. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2012

Alemães

O hostal está repleto deles. Em cada dormitório, uns 500, e olha que são mil quartos.

Quando desci do táxi não vi nenhum, mas uma floresta de botas tomando sol no quintal denunciava a tropa, de iminente retorno. 

Já à noite nenhum alemão ignorava que eu devassara as florestas de Honduras e Guatemala, que me nutro de leões e sucuris e que matara dois guardas - talvez três - ao bordejar a fronteira (eles encontraram a loucura e a morte no afã de impedir  a infiltração dos sítios sagrados por meus delírios urgentes). 

Também relatei a neblina, os lagos ácidos, a peleja com feras na subida ao Pacaya, a lucrativa retrovenda de bastões de caminhada aos infantes nativos e o manejo supersônico de cabos de um quilômetro de extensão, insultando os dosseis.
 
O relato comoveu a plateia, embora as diferencas de idioma tenham contribuído para certos equívocos e exagerações, dos quais me escuso. À noite a tropa germânica partiu em busca de aventuras, e eu fiquei com minhas memórias, não de todo confiáveis, e um ipod melífluo. 

Agora saio pela cidade, para ver o Canal, o casco viejo e outras cosas.