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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Borges e os tigres

Adormecido, distrai-me um sonho qualquer, e de repente percebo que é um sonho. Costumo pensar, então: Isto é um sonho, pura diversão de minha vontade, e, já que tenho um poder ilimitado, vou produzir um tigre.
Oh! incompetência! Nunca meus sonhos sabem engendrar a almejada fera. O tigre aparece, sim, mas dissecado ou fraco, ou com impuras variações de forma, ou de um tamanho inadmissível, ou muito fugaz, ou tirante a cão ou pássaro.
Jorge Luis Borges, O Fazedor, Cia. Letras, pag. 14.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Deixando a Tasmania

Hoje fotografei o diabo-da-Tasmânia. Bichinho manhoso, só queria dormir.
Deixou-se fotografar, comeu, deu uma voltinha e foi dormir.
Ora se não era um diabinho tentando ser simpático...
Depois, registrei os coalas e seus parentes, os wombats. Sao ursinhos de pelúcia com um grande e apropriado nariz. Uma enorme coruja se submeteu aos cliques. Ela abria o bico com desenvoltura, título de fazer pose.
Por fim, cangurus soltos, à vontade.
O festival de comidas acabou hoje, daí ter me contentado com peixe, camarões e escalopes no porto. Não sem antes finalizar o bom vinho pinot noir. Da Tasmânia.
Amanhã, de madrugada, voo para Melbourne, para uma visita antes da Nova Zelândia.
Não há do que se queixar.