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sábado, 18 de outubro de 2008

Num canto, a tarde

Num canto, a tarde incendiada pelo insensato sol de um dezembro arbitrariamente eficaz. Varejando ouro, o sol inventa uma outra cidade, talvez amarela, talvez feliz, uma outra cidade, habitável, amiga de invasões de sonhos. Espero a lua com meus pobres filmes impressionáveis vir converter todo esse calor em deleitável noite. Flagro o início do comércio da prata em minha sacada. São grandes as esperanças, grande a expectativa de lucro. 26.12.02

sábado, 15 de julho de 2006

Filosofia de jacaré

Em que pensam os jacarés, quando se enterram na lama, à espera da próxima cheia?

Este refletido jacaré é versado nos negócios da lagoa.

Pescaria

Primeiro, ariranhas invadiram nosso lago, em que pescávamos com entusiasmo (os peixes acharam um tanto exagerado esse entusiasmo, e resolveram não morder as muitas iscas, que boiavam desoladas). O fervor continuou, numa nova lagoinha, num mundo de lagoinhas fáceis. Nenhum peixe, exceto piranhas, excessivamente modestas. Abstive-me dessa pescaria, e fui atrás dos pássaros, renomados pescadores. Enquanto isso, febris formigas imprimiam nova geometria a meus pés. O saldo da pescaria foram os óculos de Sabrina - a californiana à direita - esquecidos na van, dos quais fui eleito guardião.

sábado, 8 de julho de 2006

Pantanal



Felizmente os antílopes não cobram por foto. Arisco, este foge para a segurança de banhados infindáveis. As fazendas, imaginárias, e suas cercas desmoralizadas pouco podem fazer para deter esse serelepe visitador.

sábado, 1 de julho de 2006

Boca da Onça

Após alcançar uma garganta na Serra da Bodoquena, o riachinho se projeta num abismo de 164 metros, alegria chamada Boca da Onça.

Boizinhos passando

Obedientes, os boizinhos passam, sincronizados. Não esperem deles muita organização, nem bravura. À simples menção de um barulhinho, um chiado, explodem em fuga pânica. Também habitam o pantanal, em espaçosas e muito confortáveis fazendas.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

My scotland's friends

Amigos escoceses, no pantanal. O nome dela é Morna (imagino que signifique algo em celta). Terão de perdoar eu não me lembrar do nome dele.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

domingo, 18 de junho de 2006

Pantanice

Num pau-de-arara pela Estrada Parque. Pequenos jacarés saúdam o visitante por todo o caminho. Saberiam a canto, não fosse a infinda sinfonia de aves tão nobres e apresentadas. Com minhas retinas e minha fotográfica, registro a performance de infatigáveis atores emplumados.

sábado, 3 de junho de 2006

O Pantanal e as Vaquinhas

No vasto continente das aves – o pantanal – sábias vaquinhas, em fila indiana, cultivam a amizade das palmeiras. Do intrometido aviãozinho, só a sombra, no canto. Apesar da devassa, os delicados floquinhos de vaca mantiveram a festa, à espera das águas.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Pantanices

Na estrada que leva a Corumbá encontrei esses cantores. Nunca vi aves mais exibidas, num mundo de aves sobremodo exibidas. Cantores soberbos.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

O barquinho

Infinda solidão afronta o barquinho na despedida final da tarde. Saberá o céu de sua provisória existência? O barquinho perfura as vigências mais desesperadas e almeja dulçor. Arrebol de Corumbá (MS), 2006.

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Mais viagens

Dia desses, voltando de carro de Corumbá, passei pelo pantanal. Lagoas intermináveis vigiadas com fervor por jacarés, ciosos de suas responsabilidades. São pequenos, mas muito disciplinados, com representação abundante em cada lagoinha. Eles gostam daquelas ilhotas, bem no meio da lagoa, onde o sol é bem-vindo. Depois avistamos os pássaros. Alguns tuiuiús rasaram vôos paralelos à trajetória do veículo, sustentando majestades próprias de aves de mais de dois metros de envergadura. Avistei, ainda, íbis e colhereiras, algumas pintadas de rosa, e também aves outras que nem sei o nome. Há uma grata infestação de ipês na pantanal, grassando cores contra um céu sujo de queimadas. Os roxos e os amarelos predominam, às vezes numa linha de centenas de árvores, que enfestam colinas e corixos. O pantanal bem vale um sobrevôo, fotografias, memórias e... respeito.