Mostrando postagens com marcador retorno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador retorno. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Churrascaria

Na chegada ao Brasil, internei-me numa churrascaria em São Paulo. Não vou falar das picanhas, das pontas-de-costela, nem das maminhas, não.
As costeletas de carneiro não podem ser descritas, e as codornizes me atordoaram por um bom tempo.
Seguinte: na remota possibilidade de você encontrar carne de qualidade lá fora que não esteja irremediavelmente destruída por algum molho adocicado, bem, o prato não é mais que um bife, não resolve.
Daí você cai num desses templos dos carnívoros e come até o mundo começar a girar à sua volta, e as pessoas virem te acudir.
Todo retorno ao Brasil, o mesmo ritual. Ainda bem.

domingo, 30 de janeiro de 2005

Fim da aventura

Cheguei ontem a São Paulo, pondo fim à aventura. Quando se está indo, é maravilhoso; você quer conhecer, olhar, lançar-se. Quando está de volta, também é maravilhoso: as pessoas, os reencontros, a cultura tão familiar, o país (há um país?). Nas minhas viagens, ida e volta são igualmente deliciosas. Quando cheguei a Sydney, uma moça brasileira resumiu bem a situação, à porta da rua do aeroporto: "Agora é se jogar no mundo". Eu me joguei, e não me arrependi. São Paulo está do jeito que a deixei: caótica, indomável, cheia de medos, mas também de jardins, liberdades e paraísos. Não sei o que fazer com São Paulo. Hoje dou umas voltas por essa cidade, mato a saudade da comida brasileira e retorno à noite para minha cidade. Espero encontrar tudo no lugar. São Paulo, 19 de janeiro de 2005 P.S.: fui a uma churrascaria, cujo nome não revelo, mas fica na Rebouças. Em busca da pura carne vermelha e fresquinha, só servida no Brasil, assediei os garçons. A picanha, a ponta de costela, a própria costela estavam além de minha capacidade de exposição. Depois, descendo alguns metros e entrando na Oscar Freire, chega-se à Hägen Daazs. Não é honesto relatar todos os crimes que cumpri nessa sorveteria. Certa ocasião, paguei um táxi de Congonhas até a Oscar Freire, só por causa do chocolate belga. O taxista, indignado, quase me expulsou do táxi, mas por fim se resignou. Depois, comprei a playboy do mês, talvez com a Luma. As fotos foram tiradas no Hotel Sun City, África do Sul, e me pareceu necessário matar as saudades daquele hotel. A decoração está deslumbrante, tal como a deixei. De muito bom gosto. Li (é claro que li), a reportagem. 2º P.S.: Logo depois do Natal, ocorreu uma tragédia na Indonésia, Tailândia, India e outros países. Devido a informação desencontrada, essa notícia ocasionou um incontrolável surto de euforia no Tribunal. Sem informação, meus colegas pensaram que eu estava num desses países. Pelos corredores podia-se ouvir uma prece: "Oh Deus, não permita que seja só o Gerson..." Muito anjo, a Rosanna foi a primeira a soltar a bomba: "Gente, ele está vivo. Escreveu hoje no blog..." Rosanna! Você se dá conta que estragou o fim de ano dos colegas? Francamente...