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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Churrascaria

Na chegada ao Brasil, internei-me numa churrascaria em São Paulo. Não vou falar das picanhas, das pontas-de-costela, nem das maminhas, não.
As costeletas de carneiro não podem ser descritas, e as codornizes me atordoaram por um bom tempo.
Seguinte: na remota possibilidade de você encontrar carne de qualidade lá fora que não esteja irremediavelmente destruída por algum molho adocicado, bem, o prato não é mais que um bife, não resolve.
Daí você cai num desses templos dos carnívoros e come até o mundo começar a girar à sua volta, e as pessoas virem te acudir.
Todo retorno ao Brasil, o mesmo ritual. Ainda bem.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Vivências

Sabe lá o que é cruzar a Europa de trem-bala, o janelão escancarado para campos e cidadezinhas – ocasionalmente obliterado pelo relâmpago de um trem no sentido oposto – escutando Madredeus, Marcelo Loureiro, Janis Joplin? Tem coisa que não adianta relatar.
No ipod, o Midnight Oil perguntava: Country Why? enquanto adentrávamos a Gare du Nord.
São Paulo chamava. Eu queria ir.
Tem que vivenciar.

domingo, 9 de abril de 2006

São Paulo

Volto de São Paulo. Três novos livros. Dois referem economia. Ando lendo sobre Stálin, o rei do rá-rá-rá. Era um maestro. Seus músicos tocavam árias e operetas em que milhares morriam. Não sem antes a devida tortura. Quase todos os colegas de liderança do partido e do Estado morreram assim. Marechais, hierarcas, artistas ou anônimos eram sacados de suas famílias e, pouco depois, ressurgiam confessando todos os "crimes" contra o Estado, a Revolução, Stálin, etc. A ninguém ocorreu que Stálin era de carne e osso, e podia ser alcançado. É pena que nossos semelhantes sejam tão trágicos, e colaboram alegremente com a própria aniqüilação. Após a leitura, um resumo, que não há de ser alegre.