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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Granada - Managua

Saio agora para Manágua, a capital da Nicarágua. 

No meio do caminho, paradinha no mercado de Masaya, para as compras não realizadas ontem.

Conheço a cidade rapidamente e tomo o ônibus para Tegucigalpa, Honduras. A viagem se encaminha para a metade. Tenho gasto mais que o planejado, embora se consiga uma refeição honesta por dez reais. Água fresca é de graça.

O transporte público é super barato mas, às vezes, a gente pega um táxi. 200 quilômetros podem custar 7 horas ou 40 dólares, depende da sua paciência e humor. E, às vezes, custam 7 horas e 45 dólares...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nicarágua

Cheguei a Granada, cidadezinha histórica da Nicarágua.

Hostel bacana, as pessoas me veem com a camiseta verde amarela do Brasil e sorriem: é Natal. 

Saio agora para umas ilhotas formadas há 10.000 anos pelo vulcão. Depois, vou ao principal mercado de artesanato das américas, talvez, e ao vulcão Masaya, colosso de lava e fumarolas. 

sábado, 4 de junho de 2005

Granada II

Continua o périplo por Granada. Hoje levantei cedo e fui a Guadix, para ver a Catedral, o Alcázar local e as casas dos trogloditas. O Alcázar está fechado, para reformas, e não é muito impressionante (para quem acaba de vir da Alhambra). A Catedral tem uma única coisa interessante: a réplica em mármore de carrara da Pietá, de Michelangelo, que fotografei, claro que sí. Há várias covas de trogloditas em Guadix. As mais próximas da cidade estão tomadas de antenas de tv e parabólicas. Fotografei algumas. As mais distantes, mais naturais, não cheguei a ver (era preciso mais planejamento e mais tempo. De qualquer forma, o cansaço não me permitiria fazê-lo). Fui ainda ao monastério de Jerônimo, bem bonitinho, e à Igreja do Poder Divino, ou algo assim. É de um barroco esplendoroso, com um dourado interminável ofuscando a vista. É bonita, a seu modo. Agora me preparo para seguir viagem para Barcelona. O trem sai às 22 h e chega perto de 10 da manhã. Vou ter muito tempo para escolher as fotografias (é preciso limpar a memoria, porque os motivos se repetem). Ontem fui conhecer o antigo bairro mouro da cidade. É cheio de lojas e museus e igrejas e... casas de banho. O Bañuelo é uma casa de banho moura do Século XI. Quase mil anos e está intacta. Depois, uma paella (mais uma) e tudo estava pronto para a siesta. Os espanhois, tradicionalistas, não abrem mão da siesta. E já que estou aqui, não custa observar os costumes locais. Assim concluo Granada. Escreverei de Barcelona. Grande abraço, Granada, 4 de Junho de 2005.

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Granada

Pensei que tivesse visto tudo em termos de castelos, jardins e palácios. Mas Granada é a última palavra em arquitetura medieval. É simplesmente a mais impressionante que já visitei. Eu considerava Paris a cidade mais importante que já conhecera. Bem, Paris é Paris, e não tem nada a ver com Granada, então... well... Querem saber? Esqueçam essa história de Paris. Nem sei por que fui mencionar Paris... O importante é fixar que Granada é desconcertante). A cidade é mais do que consigo colocar em palavras, de modo que vou deixar as fotos falarem (diabos! Acabo de lembrar que minhas fotos não estão à altura desta cidade). Hoje fui à Alhambra. Trata-se de um alucinado complexo de castelos, palácios, jardins, fontes, tudo interminável, tudo interligado por labirintos aqui e ali guarnecidos por uma placa indicativa. Não vou tentar descrevê-la. Está além de minha capacidade expositiva falar de Alhambra. É um alentado projeto de expansão e encontro de delírios. Você entra por uma alameda, e logo está defronte a ruínas monumentais. Desce por uma via e logo está sediando o Palacio Carlos V (não tenho certeza se é Carlos V ou qualquer outro nome...). Por fora, um palácio convencional, quadradão, em pedras. Por dentro, o retângulo trabalha um caminho circular repleto de colunas, num pátio arrasador. Saindo, bem em frente, começam as loucuras do Alcázar. É um castelo medieval onde abundam os altos parapeitos, as miradas de alturas vertiginosas, e os passadilhos com íngremes escadas. No seu interior, um labirinto de alvenaria sob o sol denuncia guerras e gritos de soldados na confluência de eras alfim superadas. Para sair usa-se um jardim, com água refrescante e bancos acolhedores. Depois, o palácio. Foi construído segundo princípios pouco claros de delusões. São intermináveis o jardim, a abóbada, as colunatas, os espelhos d´água, os signos da arte e escrita moura (há três divisões principais dessa arte. Deixo aos historiadores os detalhes). Num jardim alguns leões resolveram sustentar publicamente uma fonte. Noutro, também interno, lembro-me que quiseram um espelho d'águas de um verde profundo, com miradas de palácios por todos os lados. Não longe dali (seguindo o mesmo sonho), um retângulo abastecido com colunatas com avances nos segmentos menores. Em uma palavra: MONUMENTAL! No conjunto (Catedral, Cartuja, Capela Real, Bañuelos, monastérios), penso que Granada não pode ser superada por nenhuma outra cidade conhecida. Acometeu-me fúria fotográfica, e liquidei 1 GB de memória, ou quase, e mais 3 filmes. Não se consegue parar de fotografar. Depois de 5 horas (que me pareceram 8), voltei, para o almoço (paella - troquei o bacalhau, em Portugal, pela paella, não sei com que resultados). Depois da siesta (ninguém é de ferro), fui ao bairro mourisco e de lá ao mirador, para ver a... Alhambra (do alto e de longe). No caminho, uma família de gansos nadava no riachinho que corre rente a uma momentosa muralha. Não me arrependi. Tirei outras fotos, andei um pouquinho e voltei, exausto. Agora, penso que um jantar cairia bem. Pensando bem, vai cair mesmo. Abraço. Granada, 2 de junho de 2005.