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domingo, 1 de junho de 2008

Cenários


Lula precisa garantir a derrota de Marta. Não será fácil, tendo pela frente o formidando Alckmim, especialista em perder eleições ganhas.

Hipóteses.
Serra apóia Kassab, mas Marta lhe vai bem. O problema são todos esses alckmistas (Aécio). Se alckmim ganhar, Lula vence tudo que Serra perde. Aécio ganha tempo e pode tirar Serra de 2010 (e da vida pública).

Serra não é nenhum escoteiro.

Em Marta ganhando, por um tempo dará a entender que disputará o governo do Estado com Alckmim, mas, de fato, torna-se o nome do PT para a presidência. É chato sair por aí instruindo os beneficiários de cestas e bolsas a exigir a permanência de Nosso Líder, quando se pode relaxar e gozar.

Lula é o maior surfista do poder em 508 anos de história "destepaíz". Quando foi ultrajado por kollor de m. na campanha de 1989, achei que o eleitorado se equivocara. Com 19 anos, eu não podia ver as imundas patas de lula brotando desde o sórdido mundo sindical. Nem o eleitorado. Então, como eles escolheram? Não sei.

Na verdade lula deixou a intratável hiperinflação para psycho kollor, sicofanta vitimado pelo implacável sarcasmo da história. Quando lula chegou ao poder, recém iniciava-se a maior onda de prosperidade para o País e o mundo. Bastou lula não fazer nada.

lula é o maior especialista em não fazer nada da história.

Se kassab ganhar, Serra se fortalece e tira Aecinho de 2010. Com Marta, Serra despacha o mago e trava as ambições de dois golpistas de ocasião: lula e Aecinho.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Deixa o homem vadiar!

Tendo escalado o gandula para a final, o PSDB conclui, com precisão, a manobra de eleger seu preferido. Aecinho simulou, junto com Tasso, dificuldades para Serra, que fugiu da raia, escaldado com o sensacional apoio recebido de seu partido em 2002.

Geraldo agradeceu o "apoio" da gente do Neves em Nevesland, e prepara sua entrada na história (como respeitável guarda-livros).

Anuncia-se que o novo "presidente" tem apoio de 17 governadores e 300 picaretas. Bobagem. Os presidentes recém-eleitos têm apoio de todos os governadores, e de quase todos os congressistas (ou Collor não teria incinerado o País com um canetaço).

Assim tão forte, temem que o "homem" delire, mandando um passaralho. Pra mim, o cara não vai longe, embora vá terminar, com certa tranquilidade, seu mandato, legal e democraticamente conquistado. A mini-constituinte à Evo tem a viabilidade do dólar boliviano. Apesar da ingênua e chorona oposição, o ciclo do petismo (sombria realidade em uma sociedade politicamente abúlica) termina mesmo em quatro anos.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Lula flopou

Emoções em grande, como se suspeitava. Lula flopou (melhor, o PT de São Paulo flopou Lula) e vai perder no segundo turno, se tivermos sorte. Com todos esses amigos dentro do PT, Lula faria bem em dispensar seus inimigos. Aécio fingirá que apóia Alquiminho, mas deve ter um acordo com Lula (não passou despercebida a maciça votação de Lula em Minas, a chácara de Neves). Serra deve estar dividido, e arrependido de ter amarelado. Teria sido eleito no primeiro turno, com o decisivo apoio do PT. Ambos só pensam em 2010, o mesmo que Alquiminho, a partir de 30 de outubro.

domingo, 24 de setembro de 2006

Denúncia: o PSDB contratou o PT

[Os] mais céticos crêem que todo governo é oportunista e composto de homens que procuram, principalmente, seus próprios interesses. A política econômica é vista como instrumento de manipulação de um eleitorado ingênuo e míope, que vota nos benefícios aparentes do presente, sem preocupar-se em entender as conseqüências de sua escolha no longo prazo. Desta forma, a sociedade oscila entre momentos de esperança, de moderada alegria nas eleições e de tristeza fora delas, o que tende a fazer circular os mesmos políticos no poder. A frase lembra a sórdida atuação de um órgão criado pelo Congresso para impedir crimes contra (ou envolvendo) o sistema financeiro – o Coaf. Subordinado ao ministro da Fazenda, o Coaf demonstra singular competência para detectar um movimento de vinte mil reais de um caseiro.
Colocada no condicional “alguns crêem que assim seja”, a frase é de Delfim Netto, que não é exatamente um jejuno em Realpolitik.
Vai ser uma semana excitante, ora se vai.

domingo, 17 de setembro de 2006

Eugênio e Lula

Eugênio Staub, presidente da Gradiente, em entrevista à Folha de S. Paulo de hoje:
Mantenho essa visão de que o Lula pode se transformar num estadista, e só a história vai reconhecer. Ele continua reunindo as características para ser reconhecido no futuro como um estadista. (...) O Lula não é corrupto. Se em algum momento o governo escorregou nessa área foi mais no sentido de fortalecer o partido ideologicamente do que para se locupletar financeiramente, o que é um estilo de corrupção diferente da que nós vimos em governos passados.
Não sei que pensar disto. Meus três últimos equipamentos Gradiente foram conduzidos ao lixo a golpes de marreta. Um ano após a compra, via de regra, apresentaram misteriosos e consistentes defeitos. Deve ser só coincidência que Eugênio e seus equipamentos não sejam o que dizem ser... Eugênio está interessado numa fábrica de semicondutores prometida pelo Governo. Essa fábrica nunca deixará a comarca dos sonhos (dizem especialistas), mas Eugênio quer se garantir.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Questão preconceitual

Ricardo Noblat, citando Lula:
(A oposição) não tem medo de Lula. É questão preconceitual. Porque neste país não existe a cultura de aceitar as pessoas de outras camadas ocupando espaços importante.
O comício, em Brasília, foi prestigiado por uns 1500 simpatizantes.
Fernando Rodrigues, que o presenciou:
E a animação? Fala sério. Fiquei no fundo da platéia. Nada. A galera presente ficava olhando, não cantava, não se mexia. É claro que os 200 na frente do palanque pulavam como nunca –mas é sempre assim, até em programas de TV, certo?
Lula teria dito, nesse mesmo discurso, que teve de cortar no sangue.
Talvez seja mesmo uma questão "preconceitual".

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Menininho

Abro uma exceção à regra de não copiar, por inteiro, os despachos de outros blogs. Josias de Souza se supera no texto, leve e bem-humorado. As reflexões de Anthony Garotinho constituem um desafio à lógica. Garotinho pensa, logo existe. O problema é que não sabe muito bem por que é que pensa. Nem para que é que existe. Sua missão na Terra talvez seja a de provar que Descartes não existe. Nem ele nem o cartesianismo. A greve de fome do pré-candidato do PMDB à presidência já dura oito dias. Muitos suspeitam que ele esteja ingerindo, nas caladas da noite, porções de comida “não contabilizada”. Mas, a julgar pelas manifestações oficiais do médico de Garotinho, o caixa dois dele não chegou à geladeira. O doutor Abdu Neme informa que o ex-governador fluminense já perdeu 6,3 kg. Estaria às voltas com uma desidratação moderada, com períodos alternados de prostração, sonolência, dores musculares, cefaléia e cãibras. Mas, em mais uma evidência da inexistência de Descartes, ele “permanece lúcido e orientado”, anota o boletim médico. Nesta segunda-feira, a "lucidez" de Garotinho foi "orientada" na direção de Lula. Chamou o presidente de "traidor do povo brasileiro". Em outro despacho, o mesmo Josias informa a boa notícia do dia: queda da popularidade de Bush. Até que a semana começou bem...