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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Notas

1. Viagem a Paris.
Três jatos apostando corrida sobre as montanhas nevadas do Irã, ao pôr-do-sol.
Eu estava no mais lento, e pude acenar para meus companheiros de jornada, sem obter resposta. Fotografei essa pressa.
2. A Tailândia.
Destino preferido de jovens europeus, o país oferece diversão, enquanto busca o desenvolvimento.
Nas calçadas, artigos de todas as grifes, imitações com graus variados de êxito. As comidas são feitas e apreciadas ali mesmo.
Com outro nome, vende-se a fruta-pão, que provei, em outro lugar (Bali, se não me engano).
Num passeio, um sistema de som expelia uma música tóxica, de louvores ao rei. Estilo norte-americano, década de 1950 ou 60.
Filmes promovem o rei, que tem efígies por todo lado, à Sadam Hussein. Também notei que seus óculos decoram as notas da moeda nacional, o Bath. Todas elas.
Nascido e criado nos Estados Unidos, onde cursou renomada universidade, o rei se esforça por não parecer ridículo.
Mas é. Todo rei ou rainha é.

sábado, 30 de dezembro de 2006

Ainda Bali

Saí do mercado com algumas cervejas, chocolates e uma massa amarela que julguei ser a fruta-pão, sei lá por quê. Seu sabor é incomparável, e o seu cheiro, intolerável. Em decisão unânime, as moças do caixa aprovaram a compra. Macia e tenra, a massa se perde nas papilas; sabor e textura de outro mundo. O cheiro pode ser decomposto em duas partes: uma eu não saberia descrever; a outra sabe a benzeno. Agora que estou de volta à internet, esperem novidades. Hoje, um vulcão às 3 da manhã, depois, o maior templo de Bali. Ontem, cemitério indígena. Mortos aparentes e caveiras por toda parte. Em grande demonstração de indelicadeza, quase pisei o crânio de um cavalheiro (ou de uma dama, não sei).