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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Notas

1. Viagem a Paris.
Três jatos apostando corrida sobre as montanhas nevadas do Irã, ao pôr-do-sol.
Eu estava no mais lento, e pude acenar para meus companheiros de jornada, sem obter resposta. Fotografei essa pressa.
2. A Tailândia.
Destino preferido de jovens europeus, o país oferece diversão, enquanto busca o desenvolvimento.
Nas calçadas, artigos de todas as grifes, imitações com graus variados de êxito. As comidas são feitas e apreciadas ali mesmo.
Com outro nome, vende-se a fruta-pão, que provei, em outro lugar (Bali, se não me engano).
Num passeio, um sistema de som expelia uma música tóxica, de louvores ao rei. Estilo norte-americano, década de 1950 ou 60.
Filmes promovem o rei, que tem efígies por todo lado, à Sadam Hussein. Também notei que seus óculos decoram as notas da moeda nacional, o Bath. Todas elas.
Nascido e criado nos Estados Unidos, onde cursou renomada universidade, o rei se esforça por não parecer ridículo.
Mas é. Todo rei ou rainha é.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Cochim-China

Não sei em que panfleto turístico li que aquele apêndice da China chamado sudeste asiático era dividido entre o Sião e a Cochim-China.
O primeiro vem a se chamar Tailândia (terra dos livres, numa livre tradução). A segunda é o atual Vietnã. Em tempos esquecidos, os japoneses fundaram porto e vila no centro desse País, hoje entregues aos turistas.
Mais ao norte, Hue, capital de um império que só recentemente ruiu.
Nessa cidade, sento à mesa para o café-da-manhã, frente a uma janela que mostra a ponte de metal sibre o rio Perfume. Outro rio, de motocas, atravessa a ponte, vigiado por um céu irregular e choroso. Seria mais feliz ou, pelo menos, fluido, não fora o impertinente semáforo.
Perfume é rio de grandes ambições. Acalentou um império; corre manso nesse inverno chuvoso.
Enquanto isso, um turista arruma uma trouxinha com pães, biscoitinhos e outras guloseimas, para o lanche mais tarde.
Que cosa fea!
Inicio um movimento anti-matula. Turistas de todo o mundo, uni-vos. Abaixo a matula!