sábado, 1 de julho de 2006

Boca da Onça

Após alcançar uma garganta na Serra da Bodoquena, o riachinho se projeta num abismo de 164 metros, alegria chamada Boca da Onça.

A derrota

Josias de Souza sintetizou este espantoso sábado: Denúncia: o Brasil derrotado pela França é falso. Se aquele selecionado, pródigo em promessas, não é falso, então será caso de recall. Particularmente, sustento que a bolinha que a França joga daria pra ganhar do Paraguai; talvez da Espanha, com sorte. Do gigante da ginga e inventividade, nunca. Que mudem o técnico, os jogadores, a catatonia em campo toda vez que enfrentamos a risível França.

Boizinhos passando

Obedientes, os boizinhos passam, sincronizados. Não esperem deles muita organização, nem bravura. À simples menção de um barulhinho, um chiado, explodem em fuga pânica. Também habitam o pantanal, em espaçosas e muito confortáveis fazendas.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

My scotland's friends

Amigos escoceses, no pantanal. O nome dela é Morna (imagino que signifique algo em celta). Terão de perdoar eu não me lembrar do nome dele.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

domingo, 18 de junho de 2006

Pantanice

Num pau-de-arara pela Estrada Parque. Pequenos jacarés saúdam o visitante por todo o caminho. Saberiam a canto, não fosse a infinda sinfonia de aves tão nobres e apresentadas. Com minhas retinas e minha fotográfica, registro a performance de infatigáveis atores emplumados.

domingo, 4 de junho de 2006

O Supremo

Do advogado Sydney Sanches, no Valor deste final de semana: “O Supremo deveria ser composto por onze estadista. Quem deveria indicar? Um estadista. Não se pode colocar o Direito acima do Estado. E isso é uma posição política.” Ele finaliza: “quando a questão (...) envolve o erário público, o Tesouro, o valor da moeda, a soberania, a cidadania, a nacionalidade, o Supremo tem que ter uma visão de estadista.” Sanches conduziu a maior catarse da história republicana, quando presidiu o Senado arvorado em corte de julgamento de Psycho Collor. Na cadeira de juiz do Supremo, Sanches não viu provas para a condenação do ex-presidente. “Não se pode ter motivações políticas para a condenação de alguém”, ele argumenta. O advogado Junqueira diz que o Supremo não tem perfil para julgar crimes (consideraram inepta a denúncia ofertada pelo então Procurador Geral Junqueira). Que inépcia houve, não há dúvida. Discordo sobre quem nela incorreu. Após haver fatigado a infâmia, passeando com entusiasmo pelos principais artigos da Lei Repressiva, Collor de m. se perdeu na noite penal. Não coloco em dúvida a necessidade de posicionamentos políticos por parte do Supremo, e mesmo de juízes de menor graduação, tal como defendia R. Dworkin. Em verdade, penso que se poderia falar em atuação estratégica do Estado-juiz, em vista da não-neutralidade inerente a qualquer julgamento. O que não quer dizer liberdade para um concurso de conveniências estabelecendo poltronices. Não se pode colocar o Direito acima do Estado. Se o Estado cria o Direito soberamente, não vamos aplicar esse Direito, livremente auto-imposto?

sábado, 3 de junho de 2006

O Pantanal e as Vaquinhas

No vasto continente das aves – o pantanal – sábias vaquinhas, em fila indiana, cultivam a amizade das palmeiras. Do intrometido aviãozinho, só a sombra, no canto. Apesar da devassa, os delicados floquinhos de vaca mantiveram a festa, à espera das águas.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Petronas Towers

Petronas Towers, Kuala Lumpur (Malásia).

O maciço de aço, à noite, ganha contornos surreais.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

A velha Praha

A igreja do castelo onde Kafka viveu, em toda a sua imponência. O cômodo destinado a Kafka mais bem seria uma casa de bonecas.

Abismo Anhumas

Num semicírculo, profetas fosforescentes se revelam na luz que colhe o Anhumas em tons azuis. Vigio do alto essa ocorrência interessado em silencioso discurso dependurado a 70 metros do espelho de um secreto lago. Constam mastodontes, preguiças gigantes em suas profundezas escuras, e dois mergulhadores intrometidos perturbando o respeitável sono de coisas há milênios recolhidas a mistérios. Fósseis de formas ancestrais de vida, extintas sob a supervisão das eras, imersos numa membrana líquida ao abrigo do manejo humano. O trabalho profuso do calcário escultor ganha uma nave ao interior da terra, lavrando a rara catedral nos recessos do cerrado. O discurso anil de profetas telúricos arrojado em grego ao abismo faz prova dessa luz fria em profunda menção: a terra são silêncios. Vigio do alto essa coerência. Março de 2002.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

A mesa e o rio

Se as águas são um chá encorpado, a mesa está bem posta no singelo tributário do Amazonas. Foto de 2006.