domingo, 20 de julho de 2008

Torres del Paine

Há certos encantos em Paine que não sei a que atribuir. Não são só torres de dois mil metros de granito matizado. Nem é o lago verde em sua base, onde grassam todas as patifarias e incontinências do vento. São muitas as felicidades da Patagônia, chilena e argentina, que não se reduzem a montanhas de alturas vertiginosas ou a gelos azuis de 700 anos que fazem amantes de uísque de todo o mundo suspirar.

Nova Zelândia

O dilema, a vastidão e a piscina esmeralda.

Nova Zelândia

A quem ler

"Se as páginas deste livro consentem algum verso feliz, perdoe-me o leitor a descortesia de tê-lo usurpado eu, previamente. Nossos nadas pouco diferem; é trivial e fortuita a circunstância de que sejas tu o leitor destes exercícios, e eu seu redator.”¹ Os poemas, agora publicados. Suas formas, nunca definitivas, adquirem um pouco de estabilidade. Não muita. O bastante para iludir o Google. Acaso impressos, podem resultar uma alegre fogueirinha. Na tela, luz e calor, elementais. Entrego-os à rede e ao público. Já não basto para lidar com eles. Há muito não me permitem leitura, o que reforça a suspeita de que são ilegíveis. Espero sinceramente que o leitor tenha mais sorte que eu. ¹Jorge Luis Borges, Obras Completas, tomo I, editora Globo.

Chapada Diamantina

Cachoeira da Fumaça, por cima.

domingo, 13 de julho de 2008

Apresentação do autor

Escrevo poemas como quem pinta. Não faço fotografias, tento não fatigar realidades. Importam-me aqueles traços erráticos de sentimentos, impressões, pendores, simpatias e antipatias que subjazem a qualquer empreendimento humano, e que alguns, parece, não vêem. Semelhantemente ao pintor pós-everything, sinto-me livre para figurar o que me der prazer. Palavras, palavras, muitas delas corrompi sem culpa. Outras diligentemente tentei purificar, sem culpa (precisa dizer que fracassei?). Muitas tentei inventar, ao que elas se desinventaram, me aborrecendo. Algumas figurei sem conhecer-lhes a história, as preferências ideológicas e sintáticas. Palavras incorporei por desleixado senso musical; suas aparências, cheiros, e o que mais elas às vezes gritam, às vezes sussurram.
Escrevo por não poder falar. Escrevo o que não quereria falar, mas cantar. Escrevo músicas profanas, contemporâneas, que ouvi nos sonhos, e não as sei. Gerson Noronha Mota

A potência da poesia

A potência da poesia paz é a luz no jardim e voga na manhã descoberta, querida vida a se dar. O trabalho da poesia, vida aberta, é a conquista eficiente da primavera, sua chuva inaugural.

quinta-feira, 3 de julho de 2008