quarta-feira, 23 de julho de 2008

Borges e os tigres

Adormecido, distrai-me um sonho qualquer, e de repente percebo que é um sonho. Costumo pensar, então: Isto é um sonho, pura diversão de minha vontade, e, já que tenho um poder ilimitado, vou produzir um tigre.
Oh! incompetência! Nunca meus sonhos sabem engendrar a almejada fera. O tigre aparece, sim, mas dissecado ou fraco, ou com impuras variações de forma, ou de um tamanho inadmissível, ou muito fugaz, ou tirante a cão ou pássaro.
Jorge Luis Borges, O Fazedor, Cia. Letras, pag. 14.

domingo, 20 de julho de 2008

Sobre fotografia e poesia

Meus amigos poetas não se cansam de elogiar as fotos. Os fotógrafos, desejosos de agradar, dizem que minha poesia se recupera a olhos vistos. O público, mais sábio, me absolveu de ambas as fadigas.

Doze Apóstolos

Entre Melbourne e Adelaide, os Doze Apóstolos.