domingo, 20 de julho de 2008

Sobre fotografia e poesia

Meus amigos poetas não se cansam de elogiar as fotos. Os fotógrafos, desejosos de agradar, dizem que minha poesia se recupera a olhos vistos. O público, mais sábio, me absolveu de ambas as fadigas.

Doze Apóstolos

Entre Melbourne e Adelaide, os Doze Apóstolos.

Torres del Paine

Há certos encantos em Paine que não sei a que atribuir. Não são só torres de dois mil metros de granito matizado. Nem é o lago verde em sua base, onde grassam todas as patifarias e incontinências do vento. São muitas as felicidades da Patagônia, chilena e argentina, que não se reduzem a montanhas de alturas vertiginosas ou a gelos azuis de 700 anos que fazem amantes de uísque de todo o mundo suspirar.

Nova Zelândia

O dilema, a vastidão e a piscina esmeralda.

Nova Zelândia

A quem ler

"Se as páginas deste livro consentem algum verso feliz, perdoe-me o leitor a descortesia de tê-lo usurpado eu, previamente. Nossos nadas pouco diferem; é trivial e fortuita a circunstância de que sejas tu o leitor destes exercícios, e eu seu redator.”¹ Os poemas, agora publicados. Suas formas, nunca definitivas, adquirem um pouco de estabilidade. Não muita. O bastante para iludir o Google. Acaso impressos, podem resultar uma alegre fogueirinha. Na tela, luz e calor, elementais. Entrego-os à rede e ao público. Já não basto para lidar com eles. Há muito não me permitem leitura, o que reforça a suspeita de que são ilegíveis. Espero sinceramente que o leitor tenha mais sorte que eu. ¹Jorge Luis Borges, Obras Completas, tomo I, editora Globo.

Chapada Diamantina

Cachoeira da Fumaça, por cima.